sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Subjetivus

Hoje foi um daqueles dias que incomodam o nosso pensamento. Pensar no que a gente tem feito da vida é uma das coisas mais complexas que podemos fazer. Principalmente quando descobrimos o qual enganados estávamos a respeito de alguém ou de nós mesmos.

Esqueci por um momento de todas as pessoas que conheci, de todas as pessoas que sempre estiveram ao meu redor e percebi que elas moldaram a minha concepção de como eu sou, como eu devo ser e o que por acaso eu deveria me tornar.

Interessante é que eu percebi que não consigo viver sem elas, mas elas muitas vezes atrapalham a minha vida de uma forma tão absurda que nem eu mesmo consigo concertar mais.

Você alguma vez na vida já se viu num beco sem saída? Já se sentiu preso em uma concepção extravagante sufocante? Já se sentiu limitado ao mesmo mundo, as mesmas regras sem poder dar um passo sem pisar num abismo? Já se sentiu rejeitado ou abandonado por pessoas que você julgava certa para você?

É complicado lidar com o ser humano. O maior complicado é lidar com nós mesmos. Porque o que parece um sonho ou uma ilusão pode ser quebrada pelo fator realidade. E aí? O que sobra?
O resultado? Vai depender de um único fator. Você... Eu... Nós mesmos. Vai depender de como nós vamos encarar a situação e de que maneira pretendemos sair dela.

Eu posso dar o braço a torcer e dizer que perdi. Ou posso jogar tudo o que eu não quero, ou que está estragando ou deixando a nossa vida uma merda pela janela.

O que eu quero do meu futuro? O que você que do seu futuro?

Se você embarcou em algo que você acha que não vai lhe levar a lugar nenhum. Desça. Outro caminho aparecerá. E aparecerá de forma natural. Tão simples que nem mesmo nos daremos conta.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Confiançus

Eu sempre dei confiança às pessoas, mesmo muitos me dizendo que isso é uma burrice minha. Na maioria das vezes isso realmente é demonstrado. Uma completa burrice minha mesmo.

Não é que eu confie plenamente nas pessoas, mas dou a oportunidade de elas demonstrarem que eu posso confiar nelas. Mas o resultado disso foi que quase todas as pessoas me demonstram o contrário e então a máscara da confiança some de vez delas.

Será que é tão difícil para o ser humano demonstrar que é capaz de ser confiável? Ou será que temos uma variação genética ou distúrbio no DNA que nos faz ser assim tão hipócritas, egoístas e mentirosos?

Não entendo o que acontece com o ser humano, mas são raros os que a gente pode olhar e dizer: “Poxa, confio plenamente nessa pessoa”.

E sabe, foram tantas as pessoas que perderam a minha confiança que eu nem sei o que dizer. Não confio nem na minha mãe, porque em várias instâncias da minha vida ela não demonstrou que eu pudesse confiar nela. Fora outras pessoas.

Atualmente descobri de uma das pessoas, a qual tinha um pouco de confiança, que eu não posso confiar nela. Alguém que fala de você por suas costas não é alguém que possa merecer confiança.

De todos os amigos, de todas as pessoas que conheço, só um amigo demonstrou que eu posso confiar plenamente nele. Ao dialogar com ele, ao desabafar as vezes e por tantas outras coisas pelas quais passamos juntos e enfrentamos a barra.

Ganhei um novo amigo (J.C) e com esse amigo estou construindo uma máscara de confiança. Ele me demonstrou ser uma grande pessoa. Algém com quem posso conversar.

Finalizando queria dizer algo. Confiança é a melhor característica que um ser humano pode desenvolver. Então sempre olhe pra você e se pergunte: Eu posso confiar em mim? Responda isso e veja que tipo de pessoa você é.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Interiourus

Nesse sábado me deparei com uma cena que mostrou um pouco da hipocrisia das pessoas. Certo amigo veio até mim e me criticou por ter me visto conversando com um grupo de caras gays.


Falou mais ou menos assim: “Nossa, por que você estava falando com aqueles caras? Eles são gays. Eu não suporto gays”.


Poxa. É ser muito hipócrita. O que me mais deixou intrigado é porque eu sei que este amigo é gay, o problema é que ele não sabe que eu sei que ele é gay.


Mas disse algo pra ele, não sendo arrogante, mas pra fazê-lo refletir bem no que dissera. Pedi simplesmente que ele olhasse pra ele e se perguntasse se ele queria ter feito aquele comentário.


Eu sei que muitas vezes escondo minha verdadeira face. Que muitas vezes não mostramos quem realmente somos. Mas criticar os outros, ou atirar uma pedra em alguém sem nem ao menos conhecermos é algo que me deixa irritado.


Parece que as pessoas têm essa tendência de criticar aquelas coisas que elas são, mas que escondem por medo. E acham que criticando ninguém vai perceber que elas são aquele ou esse tipo de pessoa.


Eu devo conhecer-me bem e avaliar que todas as pessoas que estão envolvidas no meu meio possuem algo diferente. Cada qual com sua subjetividade. Eu não posso ditar o que elas têm que fazer. Eu só posso respeitá-las.


Se eu quero respeito eu tenho que respeitar. Apesar de que muitas vezes essa regra não funciona.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Status

Eu sempre me perguntei por que as pessoas têm que fingir ser alguém que não é só pra poder agradar outras pessoas? Não entra na minha cabeça o fato de elas serem tão absurdamente incapazes de ser fieis a seus próprios ideais que acabam aceitando a norma estabelecida pelas outras pessoas. É como se tudo o que as pessoas sentem fosse facilmente transfigurados em princípios questionáveis.

Se adequar ao meio que vivo é um princípio bastante comum. Mas até que ponto vai essa acomodação no novo mundo, ou nessa nova era?

Mudança sempre foi uma palavra mágica para o movimento do mundo. Estamos sujeitos a ela quase que 24 horas por dia. Chegamos a um ponto de nos enfadar da maneira como estamos vivendo e passamos a buscar um novo rumo ou algo melhor pra nossa auto-estima.

Tentar ou fingir ser alguém que não somos é um passo errado para a nossa concepção de liberdade. Eu mesmo me sinto preso, porque em muitos casos de minha vida tenho que me esconder atrás de muros e portas que não revelem quem eu sou verdadeiramente só pra não ferir as pessoas que dizem me amarem.

Li uma vez numa tirinha da Mafalda a seguinte frase: “Se não fosse por todos ninguém saberia nada”. E estive me questionando a respeito disso. E percebi que mesmo com todo mundo ninguém sabe de nada.

Enfatizo essa frase nas próprias pessoas. Porque mesmo vivendo rodeado de amigos, rodeado de pessoas, nunca saberemos com certeza quem é quem. O pior não é nem essa parte e sim, quando percebemos que não conhecemos nem a nós mesmos.

Por toda a minha vida ganhei um status de garoto santinho. Santinho não porque não fazia travessuras, mas porque todos me viam como o correto e que nunca errava em suas escolhas. O pior é que tais pessoas achavam isso, mas o que não sabiam é que todas as escolhas que fiz na vida não eram certas, mas levaram-me a um mundo de fingimento constante.

Então o que adianta ganhar um status de alguém perfeito, se a imperfeição está dentro da gente? Por que não enxergamos que ser perfeito é ter defeitos e que todo mundo tem?

Pra finalizar deixo um pedaço de uma música duma banda chamada Rosa de Saron, o qual ganhei um DVD de presente de alguém especial. Onde diz:

“Se tudo está certo, mesmo assim a incerteza existe
Se existe a pureza, mesmo assim há falta da inocência
Se existe alegria, mesmo assim alguém sempre chora


Viver uma vida onde você não faz o seu papel é estar incerto mesmo que os outros o achem certo. É estar puro aos olhos dos outros, mas impuro aos nossos próprios olhos.

E o que adianta fazer os outros felizes, se a pessoa mais importante do mundo (você) chorar?

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Auto-Padrão

O meio com certeza é algo de instigante influência sobre a vida dos seres vivos. Há um fator importante chamado adaptação, aos quais todos nós passamos por isso. Nascemos predispostos a aprender e somos possuídos de talentos que possibilitam maior aspersão dos meios vivenciados.


Intrigante é a forma como nós relacionamos isso com a nossa vida, sempre estamos em busca de um padrão perfeito que se adéqüe a visão de todos que nos cercam. Passamos por cima de nossos limites e até ferimos a nós mesmos. Eu sei que isso acontece, porque eu mesmo passo por isso quase sempre. Como estudante de um lugar desconhecido, tenho exigências a seguir, padrões segmentados em escolhas não feitas por mim, mas por pessoas que se dedicaram em tomar precauções a respeito da minha maneira de viver.


O que adianta chorar ou rir de algo que por conveniência não foi proposto pelo nosso cérebro? Em muitos momentos nos sentimos privados ou retidos nesse mundo de incredulidade que estamos inseridos. Uma vez um grande amigo me falou que “pra tudo temos que fazer sacrifícios, e que antes de qualquer coisa, antes de assumirmos nossa independência temos que nos conformar em seguir as leis regidas pelo grupo ao qual estamos inseridos”.


Isso é uma verdade constante, sacrifícios serão feitos em cada escolha proposta. Não posso afirmar que por obrigação temos que nos conformar com as atitudes e os desprazeres inflados a nossa pessoa.


Entender que somos diferentes um do outro é uma coisa que deve reger nossa vida. Preparar-nos para a reação das pessoas é um fator importante. Outro amigo (J.C) me mostrou que eu tenho que viver de forma natural, fazendo minhas escolhas de acordo com os desejos expostos pela minha mente e que ao fazer isso às pessoas irão se adaptar ao meu modo de pensar. E que “se essas pessoas realmente te amarem elas vão ficar do seu lado”.


Isso é um fato. Não precisamos seguir um padrão mostrado, nem imitar outras pessoas para sermos aceitos, pois assim só estaremos modulando um mundo de hipócritas que não gostam da gente e sim do padrão proposto por outros indivíduos que se acham melhores. Mas ao contrário, temos que seguir nosso auto-padrão, feito de nossas escolhas, feito do nosso jeito pessoal de ser.


Cada um tem um grande potencial e não precisamos de pessoas hipócritas para nos definir. Nós precisamos ser autênticos e livres. Essa é a condição para termos paz. “Eu sei o que sou, eu vivo o que sou”.


Mostrar aos outros o que não somos é enganar a nós mesmo. É nos machucarmos duramente tentando viver pelos outros e não com os outros. Não reconhecendo que quem merece mais atenção em nossa vida, somos nós mesmos. Ser auto-padrão é ser fiel aos seus sentimentos.