segunda-feira, 10 de maio de 2010

Fobias

Pensou que eu ia falar das fobias... dos tipos de medos, né? hauhaua

Foi mal, só achei esse título adequado... mas confesso que agora nem faz tanto sentido assim...

Eu estava pensando hoje, na verdade passei o dia inteiro pensando... No que fazer... Onde ir... Porque seguir certo conceitos... Porque esperar as coisas acontecerem...

Sei lá... é difícil definir o que senti hoje... Talvez estivesse sentindo algo incomodar... Acho até que posso definir por uma palavra... MEDO

Pensei nas fobias... Quando a gente sente um medo terrívelmente incontrolado, mas que as vezes não sabemos de fato o porque...

Hoje pensei no futuro e senti medo por não saber ao certo a que destinos as minhas escolhas poderão levar...

E então resolvi começar a escrever um poema que quero expor aqui... Terminei agora, porque em cada fase do dia eu escrevia algo nele...


Por que pensar?

Por que querer entender?

Por que tentar encontrar

Respostas para poder viver?


Não é simples o critério

Que aborda o pensamento

Que transgredi o império

Que afugenta o contentamento


Não há honestidade

Na fala do ser mensurado

Persegues a verdade

Inibes o encontrado


Esforça-se no dilema

Que somente a ti tem valor

Desfigura o próprio tema

Arrogante e frio é o terror


Escutas, ó sentimento profano.

De ti tenho desprezo

Não quero sentir teu engano

Não quero sentir teu desejo


Porque mesmo sabendo respostas

Mesmo tendo diferente visão

Mesmo acalentando propostas

Ainda não é claro a tua ambição


Muda-me sem permissão

Ao que impõe os meus sentidos

O clamor perdido sem ação

Que não escuto em meus ouvidos


Escurece a visão inocente

O paladar se faz enterrado

O tato incoerente

O olfato desfigurado


Não olhes para mim

Que não quero degustar tua essência

Pra não me entregar a um triste fim

Sem provar, de fato, a minha existência


Fujo e corro pelo vento

Mesmo sabendo que me procuras

Mesmo assim não me contento

Sou alvo de minhas loucuras


Aqui derramo frágil o olhar sem engano

Porque assim não tenho segredo

Sou frágil, pequeno, tolo e humano.

E admito: também sinto medo.



É... ele ficou assim... então...
Interpretem como quiserem...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

"Pensei que você era mais novo"

Vou começar com uma tirinha que eu desenhei, satirizando tal chatisse que acontece comigo as vezes...

Sabe uma coisa que me irrita? É alguém chegar pra mim, perguntar a minha idade e dizer que pensou que eu era bem mais novo do que eu realmente sou...

Carinha de bebê... aff... ninguém merece...

Hoje conheci uma nova pessoa, conversamos, tava até um clima legal, mas aí veio aquela perguntinha chata de qual é a idade...

Eu respondo... "Tenho 19 anos"...
E aí vem o comentário infame: "Nossa, pensei que você era mais novo, com essa sua carinha de bebê".

Isso me deixou puto... (claro que não vou demonstrar isso na hora, né?) Se quer me chamar de guri, chama de forma mais discreta... tem gente que consegue e eu nem me importo, mas me chamar de bebê, me poupe...

De preferência não chame, se achou que eu pareço mais novo, fique na sua... se tem gente que gosta de parecer mais novo, legal, mas eu detesto...

Ah, quer saber... deixa pra lá...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Querido Richard

Não consigo entender algumas coisas... Fico meio confuso com tudo o que está acontecendo e tenho medo da minha personalidade...

Não é essa a imagem que eu eu queria passar de mim, não é essa a pessoa que eu queria me tornar... Não é essa a minha ambição, muito menos o desejo que tinha pra minha vida...

Mas sabe, é tão complicado mudar... complicado aceitar que eu sou diferente... As vezes me sinto deslocado porque as concepções de minha personalidade batem de frente com o meu desejo de conseguir ser aceito e ninguém se importar com isso...

Queria tanto que você estivesse aqui, queria seus conselhos, suas palavras... Me sentir livre pra me expressar sem correr o risco de me sentir culpado em ferir alguém... Te contar as minhas nóias, os meus pensamentos idiotas...

Sinto sua falta...

Atenciosamente
Sr. Nunes

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Quem tem valor...

Assistindo O’Z eu ouvi um comentário interessante. Não sei porque, mas eu curto muito assistir esse seriado. Apesar da violência, apesar das coisas que passa, ele me trás um pouco da realidade de várias pessoas. Na verdade, lá existem conflitos e obstáculos a serem enfrentados. É interessante.

O argumento foi sobre o que sentimos. “Sentimos nosso coração quando sofremos, sentimos nosso pulmão quando tossimos, sentimos nossas mãos quando tocamos, sentimos nossos pênis quando transamos”. Talvez seja até meio vulgar a expressão, mas eu vi uma clareza nisso.

É simples o fato que está exposto. Nós costumamos não dar a mínina pra nada. Se pensarmos bem, só conseguimos perceber as coisas quando de fato elas parecem úteis a nós. Quando simplesmente não estamos necessitando delas, nem ao mínimo lembramos que existem.

Levemos para o lado pessoal. Existe muita gente que age da mesma forma. Muita gente que desvaloriza as outras pessoas.

Li em um blog que falava sobre relacionamentos. Nesse blog vi a expressão “infelizardo”. Que as pessoas ficam com outras por conveniência. E realmente é algo percebível.

A net está cheia de gente que somente procura o prazer, procura diversão. Saem a lugares, boates, festas, haves, movimentos pra poder tirar proveito da situação, por acharem que assim serão felizes.

Uma triste ilusão que as pessoas têm. Não é bem assim que se consegue bem estar. Tudo está relacionado ao valor que damos as pequenas coisas que nos rodeiam.

Aos bons amigos, aos relacionamentos, a família, aos lugares simples e agradáveis. Isso sim demonstra uma verdadeira forma de ter felicidade.

Não sei se ainda acredito em felicidade, ou quem sabe numa felicidade absoluta. Acho isso algo impossível. Mas os momentos felizes ao lado de pessoas que realmente nos amam são a melhor coisa, além de ser uma oportunidade de encontrarmos dignidade em nós mesmos.

Ser verdadeiro com o que nos é verdadeiro.

Finalizo com uma frase bem interessante.
“Não há ninguém que possa saber ou definir. Só você pode dizer quem realmente você é”.

De fato, eu acredito nisso.

Atual Sexus

Hoje em uma roda com amigos, estive vendo um pouco do lado da sexualidade. O propósito de algumas conversas sempre levam a uma distorção dos termos e a um momento de prazer voluntário.

Muitas coisas que conversamos hoje não ficaram guardadas, nem ao menos podemos lembrar direito depois, mas o fato é que sempre termina em alguma coisa relacionada a sexo ou a putaria.

É um assunto interessante, porque todo mundo tem interesse nisso. Quem não gosta de falar nesse assunto? Acho que a expressão não é bem essa. Vou refazer a pergunta. Que não sente alguma forma de tesão em falar desse assunto? Todo mundo sente desejo ou até mesmo fica excitado quando esse assunto começa, é relativamente natural isso, já que é uma necessidade do ser humano que está ligado a um prazer absoluto.

Mas o que tem me intrigado é que o que mais está acontecendo na atualidade é sexo sem ao menos um conhecimento do parceiro, as vezes rola no primeiro encontro. Ficou meio que algo banal. Sexo por sexo fica interessante pra muitos.

Não estou criticando, nem quero saber como é que você vê isso. Mas eu penso que assim não chega a ser tão prazeroso.

Já participei de coisas do tipo. Já fiz sexo com alguém que nem conhecia. Já passei por muita coisa que ninguém ao menos imagina. Sou alguém um pouco experiente, mas isso só me levou a pensar que sexo por sexo é uma cagada pura.

As vezes há remorso, ou simplesmente aquele pequeno sentimento de culpa. Natural de quem vai pra cama com qualquer um que aparece.

Eu sei de uma coisa. As vezes temos aquela nossa fase puta. As vezes quando perdemos alguém que amamos, e pra não dizer que estamos sofrendo ou que ele faz falta saímos com todos e trepamos com todos também.

É instigante essa característica. Nunca podemos mostrar que sofremos ou que somos fracos, sempre temos que ser os maiorais e que estamos transando.
O fato é que todos têm que ver que eu estou fazendo sexo. Não quero qualidade, quero quantidade.

Será que será valorizado alguém que pensa desse jeito? Que vai pra cama com qualquer um? Quem vai querer algo duradouro com uma coisa que todo mundo já tenha usado?

Sei lá. Não quero abrir parâmetros. Eu sei que já fiz isso, aliás, tenho certeza que até ainda faça, mesmo porque muitas vezes o tesão é quem manda.

Pelo menos eu estou tentando mudar. Tentando…

ID

Engraçado. Mais uma vez eu acordo no meio da madrugada, sem sono algum, num estágio de pensamento constante. Não sei direito o que está acontecendo comigo nesses últimos meses. Não falo pelo fato de estar acordando nesse horário, mas sim pelas coisas que eu estou passando, ou talvez pelas definições e indefinições que tento encontrar a cada dia.


Sempre tive vontade de me entender, sei lá, procurando talvez um grupo em que eu me encaixasse, amigos que fizessem parte de algo em que eu pudesse me envolver e colher algumas explicações e proveitos disso.

Encontrei algumas pessoas que me falaram a respeito disso. Encontrei pessoas que eram faladas e tinham algumas características comentadas por isso. E aí, me joguei nesse pequeno, ou talvez já grande mundo que pensei ser o meu encaixamento.


Busquei explicações, busquei conceitos, busquei estilos de vida pra entender melhor a minha condição. Sempre me vi alguém diferente, me achei meio deslocado do meu mundinho que sempre estive acostumado e buscava sempre algo que eu pudesse dizer: “Esse é o meu lugar”.


Uma busca por identidade.


E eu percebi uma coisa. Que conflitante é a inconstante busca por uma identidade. É provável que todas as pessoas se entreguem a uma relevante emancipação do seu próprio eu para dinamizar a questão do indivíduo.

Eu sempre estive pensando na questão identidade, no fato de estamos sempre ligados a um mundo, mas nunca mostrarmos a ele o que somos ou queremos de verdade.


É como se tivéssemos vergonha de dizer o que compõe o nosso interior ou talvez expor nossas necessidades por imaginar que ninguém é igual a gente ou que talvez não sejamos aceitos por aquilo que a gente é.


Todos nós somos diferentes um do outro. Todos nós possuímos qualidades e defeitos distintos, isso é o que nos torna diferentes a nossa maneira. É uma coisa tão interessante que nós mesmos não nos damos conta disso.


Mas até hoje não entendo o porquê da minha diferença. Não entendo por que tive que nascer com características tão próprias e um padrão tão diferente dos outros familiares que tenho.


Houve momentos em que realmente me vi como um estranho dentro de meus próprios conhecidos. E aí fiquei tão deslocado que senti vontade de sair correndo pra encontrar uma saída.


Meus familiares sempre amáveis, receptíveis, chorosos às vezes, que demonstram tanto sentimento um pelo outro. E eu tive que nascer uma pessoa tão fria, sem sentimentos demonstrados, uma perfeita pedra que não se importava com os sentimentos de ninguém. Se sofressem, se chorassem, se sorrissem, se brincassem, tudo pra mim era uma coisa só.


Mas o fato é que aprendi com o tempo que eu somente fazia isso pra encobrir muitas coisas que eu realmente pensava. Amigos e pessoas me fizeram ver isso.


Eu não queria que ninguém visse o que realmente sentia ou que tinha alguma forma de carinho. Queria ser sempre o imparcial e o mais independente. Pra mim os sentimentos era uma demonstração de fraqueza. E eu não queria ser fraco. Queria ser auto-suficiente.


Só que eu percebi que a coisa não funciona assim. Precisamos dos outros. Precisamos de companhia. É impossível se estar sozinho e conseguir permanecer sozinho.


O fato é que podemos ter uma identidade própria, mas não podemos abrir mão das outras que compõem a nossa vida.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Subjetivus

Hoje foi um daqueles dias que incomodam o nosso pensamento. Pensar no que a gente tem feito da vida é uma das coisas mais complexas que podemos fazer. Principalmente quando descobrimos o qual enganados estávamos a respeito de alguém ou de nós mesmos.

Esqueci por um momento de todas as pessoas que conheci, de todas as pessoas que sempre estiveram ao meu redor e percebi que elas moldaram a minha concepção de como eu sou, como eu devo ser e o que por acaso eu deveria me tornar.

Interessante é que eu percebi que não consigo viver sem elas, mas elas muitas vezes atrapalham a minha vida de uma forma tão absurda que nem eu mesmo consigo concertar mais.

Você alguma vez na vida já se viu num beco sem saída? Já se sentiu preso em uma concepção extravagante sufocante? Já se sentiu limitado ao mesmo mundo, as mesmas regras sem poder dar um passo sem pisar num abismo? Já se sentiu rejeitado ou abandonado por pessoas que você julgava certa para você?

É complicado lidar com o ser humano. O maior complicado é lidar com nós mesmos. Porque o que parece um sonho ou uma ilusão pode ser quebrada pelo fator realidade. E aí? O que sobra?
O resultado? Vai depender de um único fator. Você... Eu... Nós mesmos. Vai depender de como nós vamos encarar a situação e de que maneira pretendemos sair dela.

Eu posso dar o braço a torcer e dizer que perdi. Ou posso jogar tudo o que eu não quero, ou que está estragando ou deixando a nossa vida uma merda pela janela.

O que eu quero do meu futuro? O que você que do seu futuro?

Se você embarcou em algo que você acha que não vai lhe levar a lugar nenhum. Desça. Outro caminho aparecerá. E aparecerá de forma natural. Tão simples que nem mesmo nos daremos conta.